segunda-feira, 15 de junho de 2009

Livro é para ler

Compre um livro e ganhe um peso de papel, ou seja, o próprio livro.
Fala sério, para o brasileiro (salvo as exceções) livro ou serve para apoiar mesa perneta ou serve como peso de papel.
Escrevi um livro em novembro passado e hoje, boa parte deles servem apenas para fazer fogueira na Festa Junina, para usar como apoio de porta e assim por diante.
Apesar da obra não ser das melhores, houve um esforço monumental para produzir, criar e elaborar algo tão ruim que deveria ser levado em conta. (essa é minha opinião, pois há diversas pessoas que gostaram).
Pasmem! Vendi o livro em diversos pontos, principalmente em padarias, livrarias, postos de gasolinas, brechó, 1,99 e todos os pontos imagináveis.
Só fiquei triste por não ter vendido um exemplar sequer em uma instituição educacional particular, dita faculdade.
Falta de dinheiro, não era o caso para os estudantes. É no mínimo desanimador, para não falar palavrão.
Talvez, se eu tivesse roubado uma galinha, teria dado mais repercussão.
Não quero um busto em praça pública para as pombas sentarem em cima, mas essa é a situação desoladora de boa parte dos escritores de nossa região.
Fico feliz por saber que há pessoas como a Dona Carminha, uma senhora de 82 primaveras que não perde um sábado deste espaço. (valeu Dona Carminha)!
Claro, existem outras tantas que me enviam e-mails parabenizando ou criticando, mas no geral, ninguém lê nada, só passa o olho e vai pro horóscopo.
Estamos em uma cultura de visão, de muita informação e claro de muita preguiça.
Hoje, uma grande rede de supermercados pode ter mais de 40.000 marcas e produtos, preenchendo nosso cérebro com muitas informações inúteis.
Somos limitados, porém, caso não haja uma reciclagem nas milhares de informações (inúteis), vamos ficar cada dia mais alienados.
Digo no plural, por saber que uma maioria absoluta não vê nem placa de trânsito.
Segundo notícia publicada pelo site “UOL”, uma pesquisa americana revelada pela empresa NOP World, o brasileiro lê em média cinco horas por semana.
Em suma, entre trinta países aferidos, estamos em vigésimo sétimo, lá na laterninha.
E mais! Notícia publicada na revista Isto É, desta semana, a Unesco avaliou que o brasileiro lê anualmente a média de 1,8 livros (nem dois!!!), ficando atrás até dos colombianos que lêem 2,8 livros por ano.
Incrível, não?!
Confúcio, grande Confúcio, disse uma frase, show de bola: “_ A preguiça anda tão devagar que a pobreza facilmente a alcança”.
E não é necessariamente a pobreza monetária, mas a pobreza de espírito também.
Bem, se você chegou até essas linhas finais eu já me considero satisfeito, você teve a paciência de ler 2718 caracteres.
Sua alma tem salvação, compre um livro (qualquer) e aproveite a semana de forma diferente.


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