segunda-feira, 15 de junho de 2009

A pinga é nossa!

Política é tão legal quanto um carrossel; roda, roda e não sai do lugar.
Entra um tanto, sai outro e aquela chatice continua a mesma.
Mas não credito a ineficiência de um sistema ou de um monte de... (deixa eu pensar antes de escrever, senão me ferro depois), de políticos que só enxergam até o umbigo.
Na verdade, a culpa maior é da sociedade, afinal, o voto é nosso.
Alguém disse que a maioria é burra e estava inteiramente certo.
Em época de mensalão, CPIs, malas-pretas, cassações e outras coisas, assistimos atônitos e cheios de raiva as traições do meio, aos subornos e as falcatruas em geral.
Meus amigos, isso não é de hoje, os portugueses engabelavam nossos índios há 500 anos atrás, trocando pinga por madeira.
Cadê a novidade?
A grande maioria da população foi comprada com pinga barata e vagabunda.
Em épocas de eleição, candidatos fazem churrascos, sorrisos, camisetas, dentaduras e vendem a mãe para pegar ela de volta depois da eleição.
E se hoje temos parte de políticos corruptos, foi por que rolou muito churrasco antes. (por favor, não me venham com hipocrisias), vai dizer que vocês não sabiam disso?! Me polpe.
É escancarado, só não digo que é o samba do crioulo doido, por nunca ter participado do samba de nosso amigo aí.
Não cito nomes, todavia, vai para o político que servir a carapuça.
A verdade dos fatos está tão longe, que se ela aparecer, tem gente que compra ela também.
Já dizia o ditado que todo homem têm seu preço, na verdade é, todo preço têm seu homem, uns se vendem por pinga, outros por mais, muito mais.
E parte da população tem o direito de ficar calada, pois, foi comprada e não merece, nem pode ter voz ativa, bem como muitos políticos.
E não me venha dizer que, há homens indispensáveis para defender nossas causas e desenvolver nossas cidades; os cemitérios estão cheios de homens indispensáveis.
Digo tudo isso com certa propriedade, fui candidato ao cargo de vereador nas últimas eleições por Birigui.
Foi uma experiência indescritível, me senti um macaco sendo cobaia em laboratório.
Atualmente, existem pessoas idôneas, existem, mas não as conheço; é que nem cabeça de bacalhau, você já viu alguma?!
Mas voltando a minha candidatura... Trabalhei quatorze horas diárias, a pé, sem dinheiro para comprar ninguém, nem dar pinga pra vagabundo.
Mesmo assim, me pediram camisetas para time de futebol (por mim, que joguem pelados), pediram botijão de gás (a lenha é um ótimo substituto do gás), dentadura (acredito que dente você só tem que ter um, para abrir a garrafa).
Isso é compra e venda (de voto), quem se vende é prostituta, nada contra essa classe, afinal, têm gente que paga pelo serviço.
O papel do político é legislar em bem ao coletivo e não priorizar certas pessoas.
Depois de 500 anos, a pinga continua fazendo sucesso e é um produto tipicamente brasileiro.
Livro é para ler

Compre um livro e ganhe um peso de papel, ou seja, o próprio livro.
Fala sério, para o brasileiro (salvo as exceções) livro ou serve para apoiar mesa perneta ou serve como peso de papel.
Escrevi um livro em novembro passado e hoje, boa parte deles servem apenas para fazer fogueira na Festa Junina, para usar como apoio de porta e assim por diante.
Apesar da obra não ser das melhores, houve um esforço monumental para produzir, criar e elaborar algo tão ruim que deveria ser levado em conta. (essa é minha opinião, pois há diversas pessoas que gostaram).
Pasmem! Vendi o livro em diversos pontos, principalmente em padarias, livrarias, postos de gasolinas, brechó, 1,99 e todos os pontos imagináveis.
Só fiquei triste por não ter vendido um exemplar sequer em uma instituição educacional particular, dita faculdade.
Falta de dinheiro, não era o caso para os estudantes. É no mínimo desanimador, para não falar palavrão.
Talvez, se eu tivesse roubado uma galinha, teria dado mais repercussão.
Não quero um busto em praça pública para as pombas sentarem em cima, mas essa é a situação desoladora de boa parte dos escritores de nossa região.
Fico feliz por saber que há pessoas como a Dona Carminha, uma senhora de 82 primaveras que não perde um sábado deste espaço. (valeu Dona Carminha)!
Claro, existem outras tantas que me enviam e-mails parabenizando ou criticando, mas no geral, ninguém lê nada, só passa o olho e vai pro horóscopo.
Estamos em uma cultura de visão, de muita informação e claro de muita preguiça.
Hoje, uma grande rede de supermercados pode ter mais de 40.000 marcas e produtos, preenchendo nosso cérebro com muitas informações inúteis.
Somos limitados, porém, caso não haja uma reciclagem nas milhares de informações (inúteis), vamos ficar cada dia mais alienados.
Digo no plural, por saber que uma maioria absoluta não vê nem placa de trânsito.
Segundo notícia publicada pelo site “UOL”, uma pesquisa americana revelada pela empresa NOP World, o brasileiro lê em média cinco horas por semana.
Em suma, entre trinta países aferidos, estamos em vigésimo sétimo, lá na laterninha.
E mais! Notícia publicada na revista Isto É, desta semana, a Unesco avaliou que o brasileiro lê anualmente a média de 1,8 livros (nem dois!!!), ficando atrás até dos colombianos que lêem 2,8 livros por ano.
Incrível, não?!
Confúcio, grande Confúcio, disse uma frase, show de bola: “_ A preguiça anda tão devagar que a pobreza facilmente a alcança”.
E não é necessariamente a pobreza monetária, mas a pobreza de espírito também.
Bem, se você chegou até essas linhas finais eu já me considero satisfeito, você teve a paciência de ler 2718 caracteres.
Sua alma tem salvação, compre um livro (qualquer) e aproveite a semana de forma diferente.