A pinga é nossa!Política é tão legal quanto um carrossel; roda, roda e não sai do lugar.
Entra um tanto, sai outro e aquela chatice continua a mesma.
Mas não credito a ineficiência de um sistema ou de um monte de... (deixa eu pensar antes de escrever, senão me ferro depois), de políticos que só enxergam até o umbigo.
Na verdade, a culpa maior é da sociedade, afinal, o voto é nosso.
Alguém disse que a maioria é burra e estava inteiramente certo.
Em época de mensalão, CPIs, malas-pretas, cassações e outras coisas, assistimos atônitos e cheios de raiva as traições do meio, aos subornos e as falcatruas em geral.
Meus amigos, isso não é de hoje, os portugueses engabelavam nossos índios há 500 anos atrás, trocando pinga por madeira.
Cadê a novidade?
A grande maioria da população foi comprada com pinga barata e vagabunda.
Em épocas de eleição, candidatos fazem churrascos, sorrisos, camisetas, dentaduras e vendem a mãe para pegar ela de volta depois da eleição.
E se hoje temos parte de políticos corruptos, foi por que rolou muito churrasco antes. (por favor, não me venham com hipocrisias), vai dizer que vocês não sabiam disso?! Me polpe.
É escancarado, só não digo que é o samba do crioulo doido, por nunca ter participado do samba de nosso amigo aí.
Não cito nomes, todavia, vai para o político que servir a carapuça.
A verdade dos fatos está tão longe, que se ela aparecer, tem gente que compra ela também.
Já dizia o ditado que todo homem têm seu preço, na verdade é, todo preço têm seu homem, uns se vendem por pinga, outros por mais, muito mais.
E parte da população tem o direito de ficar calada, pois, foi comprada e não merece, nem pode ter voz ativa, bem como muitos políticos.
E não me venha dizer que, há homens indispensáveis para defender nossas causas e desenvolver nossas cidades; os cemitérios estão cheios de homens indispensáveis.
Digo tudo isso com certa propriedade, fui candidato ao cargo de vereador nas últimas eleições por Birigui.
Foi uma experiência indescritível, me senti um macaco sendo cobaia em laboratório.
Atualmente, existem pessoas idôneas, existem, mas não as conheço; é que nem cabeça de bacalhau, você já viu alguma?!
Mas voltando a minha candidatura... Trabalhei quatorze horas diárias, a pé, sem dinheiro para comprar ninguém, nem dar pinga pra vagabundo.
Mesmo assim, me pediram camisetas para time de futebol (por mim, que joguem pelados), pediram botijão de gás (a lenha é um ótimo substituto do gás), dentadura (acredito que dente você só tem que ter um, para abrir a garrafa).
Isso é compra e venda (de voto), quem se vende é prostituta, nada contra essa classe, afinal, têm gente que paga pelo serviço.
O papel do político é legislar em bem ao coletivo e não priorizar certas pessoas.
Depois de 500 anos, a pinga continua fazendo sucesso e é um produto tipicamente brasileiro.

